Você já deve ter ouvido falar em Comunicação não violenta. É uma discussão que tem permeado várias rodas de conversa e, em especial, o ambiente corporativo.

Se você ainda não ouviu falar e acha que estamos falando sobre um modo de se comunicar que não seja por meio da agressividade, podemos dizer que está 50% certo, 50% errado. Quer apostar para ver? Então, vem com a gente que vamos descomplicar esse novo modo de se comunicar agora mesmo! 

Já avisamos: você vai adorar adotá-lo no trabalho, na entrevista de emprego, com os amigos no jogo de videogame e muito mais.

O que é comunicação não violenta?

Antes de pensar nas dicas, precisamos entender o que esse conceito significa. A comunicação não violenta (em inglês Nonviolent Communication ou NVC) é uma estrutura de linguagem baseada em necessidades e valores que pode ser usada para resolver conflitos de forma construtiva e pacífica.

Em resumo, é uma linguagem que o ajuda a ser honesto e expressar seus desejos. Ela pode ser usada pessoalmente, através da fala, e também por escrito, para ajudar as pessoas a se posicionarem em situações difíceis. Ela será muito útil tanto na sua vida pessoal quanto no ambiente profissional. 

O que norteia essa comunicação é o fato de você ser claro consigo mesmo e com as outras pessoas. Isso passa por 4 pilares:

  • Observação: Entender de fato qual é a situação que está acontecendo, sem julgamentos. Olhar apenas para um fato em si. 
  • Deixar claro o que você pensa, sente e acredita (está relacionado com a inteligência emocional);
  • Mostrar quais necessidades você possui no momento. Ou seja, qual era o seu desejo que gerou o sentimento que você abordou anteriormente.
  • Pedido. Explicar para a pessoa que você está conversando, qual seria a tratativa desejada por você. 

Esse estilo de comunicação trata da verdade e da coragem: é ter a coragem de falar a verdade com empatia pelo outro. Não significa apenas ser legal a todo custo com outra pessoa, mas sim ser real e autêntico.

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Quando precisamos usar a comunicação não violenta no trabalho?

Sim, o ambiente de trabalho é um  espaço que demanda uma certa atenção na forma de nos comunicarmos. Afinal, nesse local – seja ele presencial ou remoto – precisamos tomar decisões todos os dias, o que envolve algumas decisões difíceis.

Para dar alguns exemplos de quando precisamos usar esse tipo de comunicação, podemos pensar em uma equipe que possui uma reunião semanal agenda para o mesmo horário.

Agora imagine a situação de ter que solicitar que alguns desses membros cheguem na hora certa porque normalmente se atrasam? Apesar de parecer uma situação simples, a forma de falar pode tornar essa situação muito mais complexa do que deveria. Ao mesmo tempo que, não falar também vai tornar a situação bem complexa. 

Em momentos como esse devemos aplicar as dicas que veremos em breve para conseguir colocar em prática uma comunicação não violenta.

O papel da empatia na Comunicação não violenta

Empatia significa ficar em sintonia com os sentimentos dos outros. Como muitos vendedores precisam lidar com diferentes tipos de pessoas para conseguir efetuar uma venda, eles são especialistas em compreender os sentimentos e as necessidades de seus clientes. Isso significa que a empatia é mais que um requisito para ter sucesso no cargo.

Quando se trata de conversas difíceis, a empatia tem um efeito colateral muito positivo. Nesse momento, também é importante focar em como a conversa pode afetar os sentimentos da outra pessoa. Não perder isso de vista é fundamental.

Mas lembre-se: sem uma quantidade saudável de “auto-empatia”, muitas vezes descobrimos que nossas próprias necessidades e as necessidades da empresa se confundem.

4 dicas para exercitar a comunicação não violenta

Agora que já temos um contexto melhor sobre o que essa comunicação representa e também do papel que a empatia cumpre, vamos conhecer as melhores dicas para chegar preparado com essa habilidade no mercado de trabalho.

1. Garanta que os ouvintes entenderam o que está falando

Lembre-se de que uma boa comunicação não é apenas sobre o que você diz, mas sobre o que outras pessoas ouvem. Mesmo algo tão simples como pedir para alguém chegar na hora certa da próxima reunião pode ter um tom e significado errado, mesmo que não intencional, dependendo do contexto.

Não tenha medo de verificar e pedir a alguém para recapitular o que ouviu. Você não quer ser compreendido ou entendida de forma errada, então seja diplomático e pergunte educadamente. Pode usar algo como: “para sabermos que estamos na mesma página, você poderia repetir o que estou pedindo a você?”.

2. Seja sempre específico

Não podemos nos comunicar de forma vaga. Se quiser estabelecer a prática da comunicação não violenta, também precisa evitar a ambiguidade durante uma conversa escrita ou falada.

“Solicito que você chegue na hora combinada na data da próxima reunião” é um ótimo exemplo de como realizar um pedido de forma específica. Descreva sempre o momento ou situação na qual está tratando.

3. Diga o que você precisa de forma concisa

Durante conversas difíceis, é importante ser extremamente conciso. Procure descrever suas observações, sentimentos, necessidades e pedidos durante uma conversa em poucas palavras. Usar frases muito longas sugere que você está justificando suas necessidades e isso diminui o poder da sua fala.

Também é importante notar a importância de ter essas conversas rotineiramente para que possa avaliar uma evolução nesse quesito. Uma ótima forma é solicitar e fornecer feedbacks para seus pares e lideranças.

4. Saiba lidar com respostas negativas com naturalidade

Assim como você precisa perceber como estão seus sentimentos e necessidades antes de  uma conversa difícil, ouvir um “não” é sua chance de sentir empatia por outra pessoa. Como ela está se sentindo? E quais pontos estão impedindo uma resposta positiva?

Esta é a parte mais difícil de todas: ver além de suas avaliações, pensamentos e percepções pessoais. Nunca se esqueça de que em qualquer situação de conflito, a empatia é mais eficaz do que insistir ou convencer com uma ideia contrária.

Conhecendo o conceito da comunicação não violenta e as dicas que viu até aqui, é importante mostrar que possui esse conhecimento nos seus próximos processos seletivos. Por isso, confira aqui os melhores modelos de currículos e veja como adicionar seus aprendizados para complementar seu perfil profissional. Só acessar e editar o seu!

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